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	<title>Crônicas, Bom-Humor e Imaginação</title>
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		<title>Crônicas, Bom-Humor e Imaginação</title>
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		<title>Ouvidos</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Jan 2012 17:28:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>thiagopetrinfranca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Beethoven era um rapaz tranquilo. O nome, dado pelo avô &#8211; um dos músicos mais conhecidos da boemia carioca da década de 50, o obriga sempre dar a mesma resposta, para a mesma pergunta: - Não, não toco piano. Meu avô que gostava de Beethoven. Dizia não gostar de música clássica, mesmo sem nunca sequer [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blogdopetrin.wordpress.com&amp;blog=8662829&amp;post=306&amp;subd=blogdopetrin&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Beethoven era um rapaz tranquilo. O nome, dado pelo avô &#8211; um dos músicos mais conhecidos da boemia carioca da década de 50, o obriga sempre dar a mesma resposta, para a mesma pergunta:</p>
<p>- Não, não toco piano. Meu avô que gostava de Beethoven.</p>
<p>Dizia não gostar de música clássica, mesmo sem nunca sequer ter tido o trabalho de ouvir alguma vez com atenção. O trauma de sempre ouvir as mesmas coisas, trocadilhos, piadas sobre seu homônimo o fazia distanciar da arte composta séculos atrás. Não preciso dizer que tampouco Beethoven tinha cachorros em seu apartamento.</p>
<p>Beethoven tinha uma vida comum. Próximo dos seus 30 anos, não dava ouvidos para aqueles que diziam a ele que precisava se ajeitar na vida, ter mulher, filhos, ou como dizem, constituir família. Andava noite adentro, pelos bares com amigos, aproveitando as malícias alheias. Não importa o estilo da casa noturna, não saía de casa para ouvir música, mas sim, para se divertir. Pessoas próximas admiravam seu jeito de levar a vida. Sempre alegre, risonho, o famoso “boa praça”.</p>
<p>Para o escritório em que trabalhava, dava adeus em meio a prantos falsos diariamente, arrancando risos daqueles que viam a cena. Porém, dessa vez, ao descer as escadas do prédio (os elevadores demoravam demais para alguém que deseja mais do que tudo a rua), Beethoven ouve algo. Um sussurro, com um tom de queixa. Olha para trás, para, pensa, ri e continua. Mas a voz volta e Beethoven, ao prestar atenção, consegue entender o desabafo “perdi o controle sobre ele, não consigo mais&#8230; fechei-o em um mundo que ficaria forçado tirá-lo. Terei de matá-lo”.</p>
<p>Ao ouvir isso, Beethoven olha desesperado para os lados. Uma estranha sensação o faz crer que a ameaça é para ele. Sente-se acuado. Assustado, procura a polícia.</p>
<p>- Eu sei que parece loucura, mas ouvi uma voz dizendo que tenho de morrer.</p>
<p>- Certo. Bom, senhor&#8230;</p>
<p>- Ah, sim, Beethoven</p>
<p>- Hum&#8230; O senhor toca piano?</p>
<p>- Não. Não toco. Mas eu não vi quem disse isso.</p>
<p>- Deveria tocar. É muito difícil tocar piano. A minha tia sempre quis me ensinar mas&#8230;</p>
<p>- Desculpe, senhor delegado, mas eu gostaria mesmo de saber o que eu faço.</p>
<p>- Pode entrar em uma escola. Nunca é tarde para aprender a tocar&#8230;</p>
<p>- Não. Isso eu sei. Quero dizer sobre o que eu ouvi.</p>
<p>- Olha, se você não viu quem disse, fica complicado ajudar. Acredito que seja estresse, afinal, ninguém sai falando essas coisas do nada. Pode ter sido algo da sua cabeça, um dia pesado no trabalho&#8230;</p>
<p>- Pode ser. Bem, muito obrigado.</p>
<p>Beethoven sai da Delegacia um pouco mais tranquilo, porém aquela frase ouvida ficava como um hit pop, repetindo e repetindo em sua mente, mesmo quando queria esquecer.</p>
<p>Voltando para casa, estava mais sossegado. Atravessando a passarela, porém, ouve novamente a voz. “poderia se jogar daqui de cima, mas não seria prudente&#8230;”. Beethoven então se desespera. “Como?”, pensava ele. Correu o restante da passarela, parou na banca de jornal do outro lado da movimentada avenida.</p>
<p>- Por favor, muitas pessoas se jogam dessa passarela?</p>
<p>- Por que quer acabar com a sua vida assim, menino?</p>
<p>- Não, meu senhor. Não quero me jogar é que&#8230;</p>
<p>- Como se chama, rapaz?</p>
<p>- Beethoven, mas isso não importa&#8230; é que&#8230;</p>
<p>- Você toca piano?</p>
<p>- Não, não toco, mas eu ouvi uma voz&#8230;</p>
<p>- Olha, menino, dê valor para a sua vida. Não a jogue fora por qualquer problema.</p>
<p>Visto que o caminho seria o mesmo do delegado, Beethoven desiste e simplesmente sai andando, sem dar mais ouvidos ao jornaleiro.</p>
<p>O apartamento vazio lhe trazia um silêncio insuportavelmente barulhento para seus ouvidos. Aquele desespero de não saber de onde vinha aquela voz. Aquela voz&#8230;</p>
<p>Ao ir para a janela, a fim de tomar um ar, ouve novamente a voz. “Suicídio? Não! Mas pode beber até a embriaguez o fazer cair da janela&#8230; Será?”. Beethoven se desespera. Pega sua garrafas e as joga no lixão do prédio. Toma água com certa dificuldade na tentativa de se acalmar. Decide então procurar uma resposta para isso. Concentra-se, fecha os olhos, não pensa em mais nada&#8230; Começa assim a ouvir mais e mais desabafos. Sim&#8230; Alguém tenta matá-lo, mas quem?</p>
<p>“Não posso decepcionar dessa vez. A editora tem que publicar&#8230; Eu sempre, sempre acabo caindo no mesmo problema. Fico presa à personagem e acabo dando finais óbvios. Mas dessa vez não! Vou matá-lo. Mas&#8230; como?”</p>
<p>Beethoven não entende aquilo que ouve. Como assim? Sempre? Personagem? Enfim, decide concentrar-se novamente.</p>
<p>“Não posso ter outro fracasso como em Dia e noite, macabra sensação”</p>
<p>Um estalo! Sim. Beethoven leu este livro. Procura tresloucado o livro em suas gavetas, no fundo de suas caixas. Tratava-se de um livro chato e insosso, em que as personagens eram todas iguais. Na metade do livro, Beethoven adivinhara o desfecho, passando as páginas apenas para ver se haveria alguma mudança bruta. Ele não acha o livro. Tem outra ideia e liga para o seu amigo Ricardo, crítico literário de um jornal da cidade, e pergunta sobre este título.</p>
<p>- Hum&#8230; Foi um fracasso. O livro era chato. Massacrei ele.</p>
<p>- Mas teve alguma consequência a carreira dessa mulher?</p>
<p>- Olha, ela ficou marcada, mas dizem que está escrevendo outro livro que será bombástico e&#8230;</p>
<p>- Sabe o nome dessa mulher?</p>
<p>- Sim. Francisca Teófila Xavier</p>
<p>- Obrigado!</p>
<p>E desliga o telefone. Apesar da ideia maluca em sua cabeça, decide procurar ajuda profissional. E nada melhor do que uma astróloga, com ênfase em numerologia, e especializada em metafísica contemporânea para ajudar. Era a namorada do primo de seu amigo da época de faculdade.</p>
<p>- Olá.</p>
<p>- Olá. Prazer, Beethoven.</p>
<p>- Ah, você toca&#8230;</p>
<p>- Não. Não toco.</p>
<p>- Ah&#8230; devia tentar apren&#8230;</p>
<p>- Eu sei&#8230; pensarei sobre. Mas podemos falar do meu problema?</p>
<p>- Ah, sim. Claro&#8230; Me desculpe. Olha, eu não vejo muitos casos como o seu, mas as suas energias, de alguma forma se cruzaram e a fizeram escrever alguém com a personalidade idêntica à sua, criando um magnetismo fictício-real que os estudos sobre o ser e seu universo paralelo mal conseguem explicar, mas o chamam de “paralelismo fictício-real&#8230;”</p>
<p>- Sério?</p>
<p>- Sim.</p>
<p>- E como eu faço para ela não me matar?</p>
<p>- Sério?</p>
<p>- O que?</p>
<p>- Que está me perguntando isso.</p>
<p>- Claro. Como eu faço?</p>
<p>- Ué, fala para ela para não matar a personagem&#8230;</p>
<p>- Simples assim?</p>
<p>- Sim.</p>
<p>- E como a encontro?</p>
<p>- Procurando&#8230;</p>
<p>E com o suspense em seu semblante, se despede de forma gestual de seu cliente&#8230; Claro que cobrando pela consulta.</p>
<p>Beethoveen passa dias de angústia, concentrado e esquivando-se de qualquer perigo do acaso. “Como vou sair dessa?”. Cansou de procurar o endereço da escritora. Não podia deixá-la encerrar o livro, caso contrário, o mataria. Decide então uma última tentativa, liga novamente para Ricardo.</p>
<p>- Você está louco Beethoven?!?! Elogiar aquela porcaria?</p>
<p>- Por favor!</p>
<p>- E por esse motivo maluco? Jamais.</p>
<p>- Eu sei, Ricardo, mas&#8230; Por favor&#8230;</p>
<p>- Olha Beethoven&#8230; Ok&#8230; Eu elogio.</p>
<p>- Lembra de tudo que eu disse, não?</p>
<p>- Sim, sim. A distribuição perfeita das personagens, o suspense, que espero que o próximo seja tão bom quanto e blá blá blá.</p>
<p>- Obrigado.</p>
<p>Beethoven aguarda ansioso sua mente trazer notícias da Serial killer de personagens. No dia seguinte, a notícia telepática vem. “Idiotas!!! Todos idiotas!!! Acham que me enganam? Vermes. Vou matá-lo, e matá-lo agora mesmo.”</p>
<p>Insanamente começa a escrever e Beethoven perde o controle de seu corpo. Levanta-se do sofá, corre em direção à janela e se atira. Ao chocar-se com o chão, ele acorda assustado. Olha para o lado e vê o convite para o lançamento do novo livro de Francisca Teófila Xavier, que Ricardo negara-se a ir devido às rusgas criadas pelas críticas da criação anterior da autora. Apesar de ter sido um pesadelo, sente-se finalmente salvo. Mas, quem seria essa assassina ocasional? Decide então ir ao lançamento. Afinal, além de conhecê-la de perto, um coquetel nunca faz mal.</p>
<p>Quando do lançamento do livro, Beethoven vai até a autora pedir um autógrafo. Prefere ser o último, para ter mais tempo para a sua análise. Depara-se com ela. Uma das mais lindas mulheres que já viu em sua frente. Seu queixo caído quase o impede de dizer&#8230;</p>
<p>- Oi</p>
<p>- Olá, autógrafo?</p>
<p>- Sim. Por favor&#8230;</p>
<p>Seus olhos vidraram naquele sorriso&#8230;</p>
<p>- Nome?</p>
<p>- Oi? Ah, sim, Beethoven.</p>
<p>- Bom gosto. Adoro piano.</p>
<p>- Obrigado. Meu avô que escolheu? Você toca?</p>
<p>- Um pouco. E você? Toca?</p>
<p>- Começarei aulas semana que vem. Deve estar morta de cansada de dar autógrafos. Não quer tomar algo depois da sessão?</p>
<p>- Claro.</p>
<p>É&#8230; Algumas coisas mudam de uma hora para outra&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Autor: Thiago Petrin (Baseado no filme &#8220;Mais estranho que a ficção&#8221;)</p>
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		<title>War</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Aug 2011 17:19:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>thiagopetrinfranca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Todos levam Deus como uma entidade séria, concentrado em suas atividades divinas e em ajudar as pessoas, sempre com a mão no queixo, analisando atentamente a tudo. Mas a verdade é que Deus tem muito, mas muito senso de humor. E não falo nem dos ornitorrincos, tampouco de Brasília, que já seriam provas contundentes. A [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blogdopetrin.wordpress.com&amp;blog=8662829&amp;post=204&amp;subd=blogdopetrin&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todos levam Deus como uma entidade séria, concentrado em suas atividades divinas e em ajudar as pessoas, sempre com a mão no queixo, analisando atentamente a tudo. Mas a verdade é que Deus tem muito, mas muito senso de humor. E não falo nem dos ornitorrincos, tampouco de Brasília, que já seriam provas contundentes. A verdade é que as traquinagens divinas começaram desde a criação do mundo, aliás, desde a negociação dos prazos:</p>
<p>- Quanto tempo?</p>
<p>- Hum&#8230; Dá para fazer em sete dias.</p>
<p>- Sete?!?! Você está maluco?  Vocês são todos iguais. Para não perder trabalho, fazem tudo apertado.</p>
<p>- Eu fiz Marte em quatro.</p>
<p>- Deus, Marte não tem ninguém, não tem água&#8230; É uma bola vermelha!</p>
<p>- &#8230;</p>
<p>- O que foi?</p>
<p>- Nada&#8230;</p>
<p>- O que que? Ok, desculpe. Não quis diminuir seu trabalho.</p>
<p>- Duas luas&#8230; Duas luas!! Você sabe o trabalho que dá para fazer duas luas para aquele tamanho de planeta?</p>
<p>- Ok&#8230; Desculpe. Não foi por mal.</p>
<p>- Faço em seis e ainda descanso no último dia pra você!</p>
<p>- Ok&#8230; ok&#8230; Não vamos discutir isso. Meu assistente virá aqui para ver como ficou.</p>
<p>Deus tem um problema sério. Esse negócio de ser onisciente e onipresente o deixa com orgulho. Se fala que vai conseguir, vai lá e consegue. Mas esses dons também o ajudaram a aprontar das suas. Assim como todos, Deus também tem os seus momentos de lazer.  É claro que, tendo que estar sempre atento aos nossos pedidos, ele também aproveita e descontrai brincando um pouco conosco. Anedotas sociais causadas pelo Poderoso, para distraí-lo após um lanche, nos seus momentos de folga. Deus tem, em seu quarto, um tipo de vudu terráquio. Uma espécie de tabuleiro de War, mas muito mais incrementado. Ele o abre, escolhe um lugar, e começa com as suas peripécias. Ou você acha que há explicação para aquele congestionamento incrível, em que você fica parado horas e, como por um “milagre”, tudo se abre a sua frente? Ou quando começa a chover assim que você vira o quarteirão, saindo de casa, e só para quando chega ao seu destino? Ou quando dá um fora, por exemplo, é coincidência? Pense bem! Você sempre fala “Por que não fiquei quieto?”, ou “Por que perguntei justo isso?”, e, o mais intrigante, “Como pode? Encontrar essa pessoa justo aqui?”. É&#8230; É justamente isso que você está pensando&#8230;</p>
<p>- Olá! Tudo bem?</p>
<p>“Não. Não está tudo bem. Não faço idéia de quem você é”</p>
<p>- Tudo sim&#8230; É&#8230;</p>
<p>- Gisele! Nossa! Não se lembra de mim?</p>
<p>- Ah&#8230; claro! Gisele&#8230; Gi&#8230; Claro que sim. É que estou sem óculos. Não reconheço nem quando me olho no espelho sem eles. Quanto tempo! A última vez que a vi foi na casa do Marcos. E vamos nos encontrar justo aqui, que coisa&#8230;</p>
<p>- Na verdade nos vimos na festa que você deu na sua casa, há um mês. Esse dia na casa do Marcos faz meses já.</p>
<p>“Sério. Você me reconheceu para ficar quebrando as minhas pernas? É isso?”</p>
<p>– É verdade. É que aquele dia, tava muito&#8230; né? Mas e o que anda fazendo da vida? Ainda trabalhando com pesquisas e matando ratinhos?</p>
<p>“Isso, brinca com a profissão dela, assim você vai controlar a situação!”</p>
<p>- Não mais. Fui despedida. Minha pesquisa foi um fracasso total.</p>
<p>“Muito bem. Muito bem. Mais uma na cara”</p>
<p>-Hum&#8230; Mas, mudando de assunto, você é uma possessiva hein, senhorita Gisele!</p>
<p>- Eu? Por quê?</p>
<p>- O Marcos foi em casa sábado e disse que tinha que sair correndo para buscar a namorada para ir ao bar. Se ele atrasar você briga com ele é?</p>
<p>- Marcos e eu não estamos mais juntos. Ele me trocou pela ex.</p>
<p>Nessas horas você pensa “claro. Senão ele falaria ‘Gisele’ e não ‘minha namorada’. Por que não pensei nisso?”’. Posso imaginar daqui as risadinhas do além&#8230;</p>
<p>- Nossa&#8230; Como as coisas mudam em tão pouco tempo!</p>
<p>“Até um minuto atrás, por exemplo, eu ainda queria viver, já agora&#8230;”</p>
<p>- Eu o vi sábado também. Eu estava no bar que ele foi com aquela lá&#8230;</p>
<p>- Ah, que bom que vocês estão amigos então.</p>
<p>- Amiga? Daquele canalha?!?! Nem pensar. Eu fui lá para flagrar ele com a ex. Ele jurava que não saía mais com ela.</p>
<p>“Por Deus (mesmo!). Não vou dar uma dentro hoje?”</p>
<p>- Nossa&#8230; Mas, a essa hora da noite, e a gente se encontra no metrô, não?</p>
<p>- É. Está tarde mesmo. Liguei para a minha mãe e ela disse que vai até para o portão já esperar a redonda. Preciso chegar rápido em casa.</p>
<p>- Mas o que é isso, Gi. Eu acho que você está ótima. Assim, claro que as mulheres sempre querem emagrecer&#8230; Mas não deixe sua mãe te chamar assim não&#8230; Redonda&#8230; Onde já se viu?</p>
<p>“Boa! Elogie uma mulher que você se dá sempre bem”</p>
<p>- O QUÊ?!?! Estou falando que minha mãe foi esperar a pizza chegar, porque está tarde, ela já até fez o pedido antes de eu chegar!!</p>
<p>Depois disso, chega a sua estação. Você se despede e pensa “por que eu? Por que agora?”</p>
<p>Nesse momento, alguém ri com a mão na barriga em frente ao seu tabuleiro&#8230;</p>
<p>- Deus?</p>
<p>- Sim</p>
<p>- Com licença. Vim ver o pedido. O chefe já está chegando. Está tudo pronto?</p>
<p>- Sim. Aqui está.</p>
<p>- Mas e essas partes sem pintar?</p>
<p>- O QUÊ?!? Como não vi isso? Meu Eu! Meu Eu!&#8230; Não posso dar o braço a torcer para ele. Para ele não&#8230; Tenho uma idéia&#8230;</p>
<p>- O que você vai fazer?</p>
<p>- Me passa a tinta verde. Pronto! Alimentos verdes. Perfeito! Me passa o pote de sabor.</p>
<p>- Acabou!</p>
<p>- COMO?!?!</p>
<p>- Si, está vazio.</p>
<p>- Droga! Droga! Já sei&#8230; Vou deixar isso sem sabor. E vou tirar o saudável de algum lugar&#8230;</p>
<p>- O quê?</p>
<p>- Daqui! Churrasco, Feijoada e Porções de bares&#8230; Sem saúde! Feito.</p>
<p>- Mas Deus&#8230;</p>
<p>- Pense. Uns sem sabor, outros sem o saudável&#8230; É justo.</p>
<p>- Não vai dar certo&#8230;</p>
<p>- Não há mais tempo&#8230; Estou com passagem comprada. Amanhã eu viajo. Ele não vai notar, se você não contar&#8230; E&#8230;</p>
<p>- Não contar o quê? Atrapalho alguma coisa?</p>
<p>- Chefe?!?! Que rápido!</p>
<p>- Jamais! Não atrapalha em nada&#8230; Entre!</p>
<p>- O que vocês não podem me contar?</p>
<p>- Do brinde que eu ia dar&#8230; Mas você estragou a surpresa&#8230; Mas tudo bem. Aqui está o mundo&#8230; E aqui está o seu brinde&#8230;</p>
<p>- Hum&#8230; Muito bom. Bom trabalho. Mas&#8230; O que é esse brinde?</p>
<p>- Se chama Enxofre. Fiz a mais para você. Se ferver e passar isso todos os dias, no banho, seu aroma atrairá mulheres.</p>
<p>- Atrairá?</p>
<p>- Todas elas!</p>
<p>- Verdade?</p>
<p>- Claro&#8230; Afinal, eu que inventei! Leve junto com a encomenda. É por conta da casa.</p>
<p>É&#8230; E ele acreditou&#8230; Deus é um fanfarrão&#8230;</p>
<p>Autor: Thiago Petrin</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/blogdopetrin.wordpress.com/204/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/blogdopetrin.wordpress.com/204/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/blogdopetrin.wordpress.com/204/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/blogdopetrin.wordpress.com/204/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/blogdopetrin.wordpress.com/204/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/blogdopetrin.wordpress.com/204/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/blogdopetrin.wordpress.com/204/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/blogdopetrin.wordpress.com/204/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/blogdopetrin.wordpress.com/204/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/blogdopetrin.wordpress.com/204/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/blogdopetrin.wordpress.com/204/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/blogdopetrin.wordpress.com/204/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/blogdopetrin.wordpress.com/204/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/blogdopetrin.wordpress.com/204/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blogdopetrin.wordpress.com&amp;blog=8662829&amp;post=204&amp;subd=blogdopetrin&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O Burro e a cenoura</title>
		<link>http://blogdopetrin.wordpress.com/2011/04/19/o-burro-e-a-cenoura/</link>
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		<pubDate>Tue, 19 Apr 2011 12:59:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>thiagopetrinfranca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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		<category><![CDATA[cenoura]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>
		<category><![CDATA[humor]]></category>
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		<description><![CDATA[A minoria das pessoas é diferenciada por alguma capacidade de fazer algo realmente expressivo e de certo sucesso. As pessoas são meras coadjuvantes da vida alheia quase que o tempo todo, servindo de entretenimento, e, sinceramente, não vejo mal algum em admirar isso. A limitação da maioria acaba provocando um espetáculo de tragicomédia social. Ricardo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blogdopetrin.wordpress.com&amp;blog=8662829&amp;post=198&amp;subd=blogdopetrin&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A minoria das pessoas é diferenciada por alguma capacidade de fazer algo realmente expressivo e de certo sucesso. As pessoas são meras coadjuvantes da vida alheia quase que o tempo todo, servindo de entretenimento, e, sinceramente, não vejo mal algum em admirar isso. A limitação da maioria acaba provocando um espetáculo de tragicomédia social. Ricardo Reis está certíssimo em dizer que o mundo é para ser assistido, afinal, se eles distraem você, por que não aproveitar? O tempo passa voando assim.</p>
<p>Isso não é diminuir, tampouco humilhar ninguém. É apenas um posicionamento social, aproveitando de cada um aquilo que podem oferecer. E eles alcançarão seus feitos também, ora essa. São coadjuvantes para mim, mas eles também têm os seus. Você acha errado colocar uma cenoura pendurada à frente de um burro, para que ele te leve a algum lugar? No final, ele pega o vegetal e você chega ao seu destino. Então! Uma hora eles também pegarão a cenoura.</p>
<p>Thiago Petrin França</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/blogdopetrin.wordpress.com/198/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/blogdopetrin.wordpress.com/198/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/blogdopetrin.wordpress.com/198/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/blogdopetrin.wordpress.com/198/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/blogdopetrin.wordpress.com/198/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/blogdopetrin.wordpress.com/198/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/blogdopetrin.wordpress.com/198/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/blogdopetrin.wordpress.com/198/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/blogdopetrin.wordpress.com/198/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/blogdopetrin.wordpress.com/198/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/blogdopetrin.wordpress.com/198/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/blogdopetrin.wordpress.com/198/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/blogdopetrin.wordpress.com/198/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/blogdopetrin.wordpress.com/198/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blogdopetrin.wordpress.com&amp;blog=8662829&amp;post=198&amp;subd=blogdopetrin&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>A Dançarina</title>
		<link>http://blogdopetrin.wordpress.com/2011/02/23/a-dancarina/</link>
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		<pubDate>Wed, 23 Feb 2011 12:51:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>thiagopetrinfranca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>
		<category><![CDATA[engraçado]]></category>
		<category><![CDATA[humor]]></category>
		<category><![CDATA[petrin]]></category>
		<category><![CDATA[texto]]></category>

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		<description><![CDATA[- Para onde vamos hoje, Carlos? - Não sei. Vamos parar em algum bar e decidir - Você sabe que vamos ficar no bar, não é? - Claro que sim! Meu caro Artur, você sabe que sempre acontece isso. Vamos! - Nossa. Mas que garçonete gostosa!! Deve ser nova aqui - Siiiimmm&#8230; Tem certeza que [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blogdopetrin.wordpress.com&amp;blog=8662829&amp;post=185&amp;subd=blogdopetrin&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- Para onde vamos hoje, Carlos?</p>
<p>- Não sei. Vamos parar em algum bar e decidir</p>
<p>- Você sabe que vamos ficar no bar, não é?</p>
<p>- Claro que sim! Meu caro Artur, você sabe que sempre acontece isso. Vamos!</p>
<p>- Nossa. Mas que garçonete gostosa!! Deve ser nova aqui</p>
<p>- Siiiimmm&#8230; Tem certeza que estamos no bar certo?</p>
<p>- Olá rapazes. O que vão querer?</p>
<p>- Uma cerveja e dois copos, por favor.</p>
<p>- Artuuuuurrrr, que sorriso que ela tem hein? Deus pai.</p>
<p>- Prontinho. Mas como vocês pediram exatamente a senha do bar, vão ganhar uma dança minha.</p>
<p>- O que?!?! Moça, eu sou casado&#8230;</p>
<p>- Cala a boca, Artur. Deixa a moça dançar</p>
<p>- Carlos, o que está acontecendo?</p>
<p>- Tem uma moça, gostosa, dançando para a gente e tirando a roupa. Precisa saber mais?</p>
<p>- Ok. Ok.</p>
<p>- Estão gostando? Me possuam agora!</p>
<p>- Ãhn? Aqui? Já?</p>
<p>- Sim! Agora mesmo!!!</p>
<p>- Ok!</p>
<p>- Carlos?!?!</p>
<p>- Cara, quando isso vai acontecer de novo?</p>
<p>- Ok.</p>
<p>- TIRE AS MÃOS DA MINHA MULHER!!!</p>
<p>- Quem é esse cara?!?!</p>
<p>- Eu vou lá saber, Artur. Só sei que ele não está para amizade hoje.</p>
<p>- É Meu marido&#8230; Seu tarado&#8230; Eu sou uma profissional. Era para ser uma dança sensual apenas. Amor, eles estavam querendo abusar de mim!</p>
<p>- O que?!?! Não&#8230; Não Não Não Não Não. Ela que veio se oferecendo!</p>
<p>- Você está chamando a minha mulher de vadia?</p>
<p>- Diga que não, Carlos. Diga que não, Diga que não, Diga que não,</p>
<p>- Sim!</p>
<p>- É sério, Carlos. Você viu o tamanho desse cara? Não sei você, mas eu adoraria continuar vivo, e sem sequelas.</p>
<p>- Ele não pode chegar aqui e falar o que quiser.</p>
<p>- Sim! Ele pode. Ele é grande. Ele é forte. E ele está muito, mas muito bravo.</p>
<p>- Vem aqui que eu vou arrebentar você&#8230; Seu&#8230; AH!!!</p>
<p>- Cuidado Carlos!! Nããão!!!</p>
<p>- O que você fez?</p>
<p>- Eu matei ele! Não está vendo?</p>
<p>- Meeeuuu, Por que você fez isso?</p>
<p>- Ah, eu não aguentava mais esse jeito bruto dele. Não gosto dele, nunca gostei. Esse brutamontes nojento. Casei por falta de opção. Ele foi bom comigo no começo, mas, depois, se tornou um sujo e ignorante&#8230;</p>
<p>- É isso mesmo! Canalha!</p>
<p>- Carlos?!?!</p>
<p>- O que foi? O cara ia matar a gente de pancada&#8230; ta certa ela. E aí, docinho? Está entediada como eu com essa história toda? O que acha de continuar aquela dança?</p>
<p>- Você ficou maluco? Tem um cara imenso, morto, do nosso lado.</p>
<p>- Deixe ela dançar&#8230;</p>
<p>- Quem? A Assassina? Ah sim&#8230; como não&#8230; Dance!</p>
<p>- Agora é sério, Artur. Precisamos chamar a polícia.</p>
<p>- Até que enfim uma coisa certa que você me disse.</p>
<p>- Mas precisamos falar que foi um assalto.</p>
<p>- O QUE!?!</p>
<p>- É&#8230; Coitada da moça&#8230; Ela dança tão bem!</p>
<p>- E mata melhor ainda! Mas você está completamente pirado, não? Vamos embora!</p>
<p>- Ok.</p>
<p>&#8230;</p>
<p>- Me desculpe cara. Perdi a noção com a dança daquela mulher. Fiquei hipnotizado.</p>
<p>- Tudo bem. Não tem problema. Mas&#8230; Onde está você? Por que ficou para trás? E&#8230; Carlos?!? Por que você está com essa faca?!?!?!</p>
<p>- Ahhhhhh!!!!</p>
<p>&#8230;</p>
<p>- Pronto! Feito!</p>
<p>- Isso, meu lindo. Ele agora não vai mais atrapalhar a gente. Podemos fugir e&#8230; ARTUR?!?!</p>
<p>- Sim! Sou eu.</p>
<p>- Mas&#8230; Como??? COMO?!?! Eu matei você.</p>
<p>- Eu imaginei. Sempre desconfiei de vocês. Desde aquela viagem pra a praia. Vocês não paravam de se olhar!!</p>
<p>- Mas como você está vivo? E falando!!! Eu esfaqueei você!!! E de que praia você está falando?!?!</p>
<p>- Não importa como estou vivo&#8230; Que praia? Que praia? Aquelas férias na casa de praia do meu sogro&#8230;</p>
<p>- Mas Artur, você está maluco&#8230; Você está falando da sua mulher! Cadê a sua mulher?</p>
<p>- Não se faça de louco. Olhe para o seu lado!</p>
<p>- Ah?!?! O que? Mas&#8230; Magda? O que faz aqui?? Onde foi parar a dançarina?</p>
<p>- Que dançarina?? Está vendo essa faca? Eu tirei de mim e vou matar&#8230; VOCÊS!!!</p>
<p>- Vai matar quem, querido?</p>
<p>- Oi?</p>
<p>- Oi, amor&#8230; Você estava falando aí deitado!! Deve ter pegado no sono. Matar quem?</p>
<p>-Ãhn? Magda?!?!</p>
<p>- Nossa! Magda? Tudo bem que você está aqui comigo, mas não precisa querer matar ela. Eu já sei que você me ama mais do que ela&#8230; Vem aqui me dar um beijo&#8230;</p>
<p>- Não posso, linda. Lembre-se que o Carlos já vai chegar.</p>
<p>- Deixa o meu marido pra lá&#8230; Venha aqui&#8230;</p>
<p>- Você ta ficando maluca mesmo&#8230; Preciso ir. Disse para ele que nos encontraríamos no bar hoje à noite. Vou chegar antes para não dar bandeira.</p>
<p>- Por falar nisso, eu comentei com o Carlos de ele negociar com o dono do bar de eu fazer meu número de dança do ventre lá. Estou parada de serviço mesmo.</p>
<p>- &#8230;</p>
<p>- O que foi?</p>
<p>- Acho melhor não! Beijos&#8230; Fui!</p>
<p>Autor: Thiago Petrin França</p>
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	</item>
		<item>
		<title>No Bar</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Dec 2010 15:53:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>thiagopetrinfranca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[bar]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>
		<category><![CDATA[humor]]></category>
		<category><![CDATA[petrin]]></category>
		<category><![CDATA[Thiago Petrin]]></category>
		<category><![CDATA[xaveco]]></category>

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		<description><![CDATA[O bar está cheio, muitas pessoas e olhares se cruzando. No meio da multidão, dois olhares teimam em se encontrar. Na verdade o olhar dele teima em procurar o dela&#8230; “Nossa! Que gata!” “Ele ta olhando pra mim mesmo?” “Mas ela não ta dando a mínima pra mim&#8230; a mínima!” “Não vou dar na cara! [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blogdopetrin.wordpress.com&amp;blog=8662829&amp;post=180&amp;subd=blogdopetrin&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O bar está cheio, muitas pessoas e olhares se cruzando. No meio da multidão, dois olhares teimam em se encontrar. Na verdade o olhar dele teima em procurar o dela&#8230;</p>
<p>“Nossa! Que gata!”</p>
<p>“Ele ta olhando pra mim mesmo?”</p>
<p>“Mas ela não ta dando a mínima pra mim&#8230; a mínima!”</p>
<p>“Não vou dar na cara! Não vou dar na cara&#8230;”</p>
<p>“Opa! Ela olhou. Mas&#8230; Foi para mim? Merda de dúvida. Vou dar uma volta e ver se ela olha de outro ponto.”</p>
<p>“Ué? Cadê ele?!? Ele acha que vou ficar atrás dele? Coitado&#8230; “</p>
<p>“Olhe, vamos lá! Olhe&#8230;”</p>
<p>“Mas o cretino não volta nunca. Deve ter se enroscado com outra já! E eu aqui achando que era comigo. Homem é tudo igual. Ô raça&#8230;”</p>
<p>“Droga! vou voltar para lá”</p>
<p>“Ele voltou. Controle-se, não vai dar bandeira!”</p>
<p>“A filha da puta não olha. Mas ela tinha olhado, eu tenho certeza!”</p>
<p>“Vou mexer no cabelo para ver se ele se mexe e vem pra cá”</p>
<p>“Ahhh mulher&#8230; mexendo no cabelo né? Eu sabia! Mas&#8230; é para mim isso?”</p>
<p>“Ah, é isso? Ele não vai se mexer?”</p>
<p>“Vou lá agora! Vamos lá, garotão!”</p>
<p>- Olá, tudo bem com você moça?</p>
<p>“Merda! cheguei atrasado”</p>
<p>- Oi! Você por aqui? Há quanto tempo!</p>
<p>“Ah, vou caçar! Perdi meu tempo aqui com essa aí. Ó lá! Dando maior bola para o cara. Mal conhece e já está cheia de graça&#8230; Eu sou uma besta. Devia estar olhando para ele”</p>
<p>- Eu vi você aqui com o olhar meio perdido. Procurando alguém?</p>
<p>- Não, não. Assim, estava olhando para um cara, mas o frouxo não chegava em mim nunca. Deve ser gay, ou muito mole. Mas me conta, e a sua namorada, como está?</p>
<p>- Ela foi ao banheiro. Já está voltando para cá.</p>
<p>“Olha lá ela ali&#8230; Oferecida”</p>
<p>“Frouxo”</p>
<p>Autor: Thiago Petrin França</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/blogdopetrin.wordpress.com/180/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/blogdopetrin.wordpress.com/180/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/blogdopetrin.wordpress.com/180/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/blogdopetrin.wordpress.com/180/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/blogdopetrin.wordpress.com/180/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/blogdopetrin.wordpress.com/180/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/blogdopetrin.wordpress.com/180/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/blogdopetrin.wordpress.com/180/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/blogdopetrin.wordpress.com/180/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/blogdopetrin.wordpress.com/180/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/blogdopetrin.wordpress.com/180/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/blogdopetrin.wordpress.com/180/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/blogdopetrin.wordpress.com/180/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/blogdopetrin.wordpress.com/180/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blogdopetrin.wordpress.com&amp;blog=8662829&amp;post=180&amp;subd=blogdopetrin&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Pavê</title>
		<link>http://blogdopetrin.wordpress.com/2010/12/07/pave/</link>
		<comments>http://blogdopetrin.wordpress.com/2010/12/07/pave/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 07 Dec 2010 15:08:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>thiagopetrinfranca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>
		<category><![CDATA[engraçado]]></category>
		<category><![CDATA[humor]]></category>
		<category><![CDATA[natal]]></category>
		<category><![CDATA[petrin]]></category>
		<category><![CDATA[texto]]></category>

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		<description><![CDATA[- Outra vez pavê, Edmar? Ela não sabe fazer outra coisa? - Mas amor, o pavê dela é muito bom. Todos adoram. - Mas, Edmar, pelo amor de Deus, eu não aguento mais pavê no Natal, Edmar. Todo ano, todo ano, todo ano, Edmar. - Meu bem, não coma o pavê então&#8230; ninguém vai reparar. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blogdopetrin.wordpress.com&amp;blog=8662829&amp;post=176&amp;subd=blogdopetrin&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- Outra vez pavê, Edmar? Ela não sabe fazer outra coisa?</p>
<p>- Mas amor, o pavê dela é muito bom. Todos adoram.</p>
<p>- Mas, Edmar, pelo amor de Deus, eu não aguento mais pavê no Natal, Edmar. Todo ano, todo ano, todo ano, Edmar.</p>
<p>- Meu bem, não coma o pavê então&#8230; ninguém vai reparar.</p>
<p>- Você quer dizer o que com isso, Edmar? Que ninguém repara em mim? É isso? É claro! Eu fico enfornada nessa porcaria de cozinha!</p>
<p>- Pronto&#8230; Claro que reparam&#8230; minha lindinha, eu reparo em você&#8230;</p>
<p>- Edmar, você repara em mim, Edmar? Você bebe que nem um cabrito, começa a sambar no meio da turma e vai dormir&#8230; é sempre a mesma coisa, sempre a mesma coisa! Edmar você precisa se tratar. Olha, Edmar você não consegue se controlar com a bebida, isso é grave e eu não vou passar vergonha esse ano de novo! Você não pense que eu vou&#8230;</p>
<p>- Precisa colocar o pavê na geladeira amor.</p>
<p>- Ah, é verdade. Edmar, eu não aguento mais esse pavê. Eu não aguento mais o Natal, Edmar&#8230;</p>
<p>- Como assim? É o Nascimento de Cristo.</p>
<p>- Ele nasce e eu pago o pato. É assim que tem que ser? Edmar, todo ano a mesma coisa. Eu fico nesse forno gigante que é essa cozinha, faço a comida para um bando de gente vir aqui comer. As donzelas ficam ali sentadas esperando a comida ficar pronta. Sua irmã sempre traz o pão recheado com atum. Seu primo Zézinho sempre briga com a mulher porque ela rebola demais&#8230; Vadia!</p>
<p>- Mas o que é isso meu amor?!?!</p>
<p>- E não é? Vai dizer que ela não é. Então tá. Vou começar a dançar como ela&#8230; rebolar pra todo mundo ver e&#8230;</p>
<p>- Ok&#8230; ok&#8230; Ela é vadia.</p>
<p>- A Dona Olga sempre reclama da minha lasanha. Por que essa velha não vem fazer então? Eu fico dias comprando as coisas, Edmar&#8230; dias! Para essa velha vir falar que eu não alimento você direito, Edmar&#8230;</p>
<p>- Amor&#8230; assim, essa “velha” ainda é a minha mãe. Você podia pegar mais leve ao falar dela né?</p>
<p>- É uma velha. Ué? To falando mentira? E esse pavê? Ahhhh deixa que eu vou acabar logo com isso&#8230;</p>
<p>- Não, amor, mas o que é isso?!?! Me dá isso aqui! Você ia jogar o pavê no lixo? Mas o que é isso&#8230; Você está ficando louca?</p>
<p>- Eu não aguento mais esse pavê, Edmar.</p>
<p>- Você faz Tender todos os anos também e ninguém fala nada.</p>
<p>- É a tradição, Edmar. Faça-me um favor. Tra-di-ção! Ou o Papai Noel também tem que variar o modelito dele todo ano porque vermelho saiu de moda?</p>
<p>- Ok. Amor. Esqueça o pavê. Tá? Vamos para lá&#8230; com todos&#8230; comer.</p>
<p>- Esse pavê&#8230;.</p>
<p>- Relaxa&#8230; vamos lá&#8230; você está linda.</p>
<p>&#8230;</p>
<p>- Essa lasanha, está um pouco sem molho, você não acha, Edmar?</p>
<p>- Edmar, essa velha louca está me provoncando&#8230;</p>
<p>- Calma amor. Minha mãe gosta de muito molho. Você sabe disso.</p>
<p>- Eu sempre digo: Lasanha tem que ter molho&#8230; Senão perde o gosto. Não é mesmo, Rose?</p>
<p>- Sim, dona Olga. É Verdade.</p>
<p>- &#8220;Mimimi- mimimi&#8230; Dona Olga&#8221;&#8230; Vadia!</p>
<p>- Amor! Controle-se</p>
<p>- Ah, eu falei baixinho&#8230; não me tire do sério, Edmar.</p>
<p>- Eu?!?</p>
<p>- Éééé, você.</p>
<p>&#8230;</p>
<p>- E vocês, lindinhos, não querem mais a minha lasanha?</p>
<p>- Ah não, tia. A vovó disse que estava muito seca. Vamos esperar o pavê</p>
<p>- Mas não é possível, Edmar! Ela está doutrinando seus sobrinhos contra mim. É um complô da sua mãe com a sua prima. Aquela vadia ta querendo impor o pavê dela. A única. A única receita que essa limitada sabe fazer&#8230; a cretina quer me tirar do sério&#8230; Eu sempre falei que ela era a fim de você, Edmar&#8230; Edmar? Você está me ouvindo?</p>
<p>- Ô lê-lê. Ô La-la. Se o presente não vier, o bicho vai pegar! Pega mais uma cerveja para mim, meu amor?</p>
<p>&#8230;</p>
<p>- Pavêêêê!!! Oba&#8230; Tia, coloca um pedação pra mim!!!</p>
<p>- Claro&#8230; lindinho&#8230; Pirralhinho&#8230;.</p>
<p>- O que está acontecendo? Não vai comer Pavê?</p>
<p>- Não, Obrigada, Rose. Apenas vou servir&#8230; Comi muita lasanha.</p>
<p>- Você é que está certa. Tem que fazer regime mesmo. Na sua idade ainda por cima, que é mais difícil emagrecer&#8230;</p>
<p>- CHEGA!!! JÁ CHEGA!!!</p>
<p>-Amor&#8230;</p>
<p>- Que amor o escambau! Agora você me ouve? Seu pé de cana desenfreado!</p>
<p>- Mas o que é isso?</p>
<p>-O que é isso o que? Hein? A minha lasanha é muito seca, Dona Olga? Quem ta precisando de um “molhinho” é a sua pele, mais seca do que o Nordeste! A senhora está parecendo um maracujá de feira. Cansei de ouvir de uma velha rabugenta como eu devo cozinhar&#8230;</p>
<p>- Não Fala assim da minha tia!</p>
<p>- Ah, vá tomar conta da sua mulher que você ganha mais&#8230; Aquela vadia. Fica se esfregando em todo mundo no pagode!</p>
<p>- Eu?</p>
<p>- É isso mesmo&#8230; você!!! Cansei! Cansei! Cansei desse pavê todos os anos. Não aguento mais esse pavê!</p>
<p>- Tia, cadê o papai Noel? Cadê Meu?</p>
<p>- Papai Noel não existe, moleque!!!</p>
<p>&#8230;</p>
<p>-Oi meu amorzinho&#8230;</p>
<p>- Fala, Edmar!</p>
<p>- Tudo certo para o almoço?</p>
<p>- Sim&#8230; Todo ano a mesma coisa&#8230; sempre atraso, você me conhece. Mas, no fim, acaba dando certo.</p>
<p>- Não tem problema! Não tem problema! Aqui está o doce da Rose.</p>
<p>- Cadê o pavê?</p>
<p>- Não. Esse ano ela trouxe uma torta de morango. Parece estar deliciosa.</p>
<p>- &#8230;</p>
<p>- O que foi?</p>
<p>- É que eu gosto tanto do pavê dela. Comia quase metade sozinha.</p>
<p>- Amor?!?!</p>
<p>-O que foi, Edmar?</p>
<p>Enfim&#8230; É Natal.</p>
<p>Autor: Thiago Petrin França</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/blogdopetrin.wordpress.com/176/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/blogdopetrin.wordpress.com/176/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/blogdopetrin.wordpress.com/176/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/blogdopetrin.wordpress.com/176/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/blogdopetrin.wordpress.com/176/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/blogdopetrin.wordpress.com/176/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/blogdopetrin.wordpress.com/176/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/blogdopetrin.wordpress.com/176/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/blogdopetrin.wordpress.com/176/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/blogdopetrin.wordpress.com/176/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/blogdopetrin.wordpress.com/176/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/blogdopetrin.wordpress.com/176/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/blogdopetrin.wordpress.com/176/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/blogdopetrin.wordpress.com/176/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blogdopetrin.wordpress.com&amp;blog=8662829&amp;post=176&amp;subd=blogdopetrin&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Verão</title>
		<link>http://blogdopetrin.wordpress.com/2010/11/09/verao/</link>
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		<pubDate>Tue, 09 Nov 2010 19:47:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>thiagopetrinfranca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>
		<category><![CDATA[engraçado]]></category>
		<category><![CDATA[humor]]></category>
		<category><![CDATA[petrin]]></category>
		<category><![CDATA[texto]]></category>
		<category><![CDATA[verão]]></category>

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		<description><![CDATA[− Quente, não? − Bastante. Verão é assim né? − Não é Primavera? − Não. Ela termina em 21 de Dezembro. − Ah sim. Verão&#8230; Está indo passear? − Sim. Preciso ir ao centro. − Quer uma carona? Esse sol está de matar&#8230; − Se não for atrapalhar eu aceito sim. Assim começou. Um encontro [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blogdopetrin.wordpress.com&amp;blog=8662829&amp;post=169&amp;subd=blogdopetrin&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>− Quente, não?</p>
<p>− Bastante. Verão é assim né?</p>
<p>− Não é Primavera?</p>
<p>− Não. Ela termina em 21 de Dezembro.</p>
<p>− Ah sim. Verão&#8230; Está indo passear?</p>
<p>− Sim. Preciso ir ao centro.</p>
<p>− Quer uma carona? Esse sol está de matar&#8230;</p>
<p>− Se não for atrapalhar eu aceito sim.</p>
<p>Assim começou. Um encontro no elevador do prédio. O assunto no carro foi variado. “De onde você é?”, “Trabalha Onde?”, “puxa vida, eu também, que coincidência” e outras coisas comuns de um primeiro contato aconteceram. Ele, é claro, dirigiu o mais devagar possível, levando buzinas e ultrapassagens nervosas. “Hoje em dia só tem louco nas ruas não?” dizia ele, sempre sorrindo.  Marcaram de conversar mais a noite. Encontraram-se, tomaram umas bebidas, com a conversa cada vez mais interessante. “Como se parece comigo” pensavam ambos. No fim da noite o primeiro beijo. Um pouco tímido, por parte dela. Um pouco afoito, por parte dele. Ela entra no apartamento sorridente e com a mão no telefone. Afinal, a amiga precisa saber. Ele olha para a cidade da sacada, querendo descer para continuar o que havia começado.</p>
<p>A semana que seguiu foi maravilhosa, com passeios e namoros de fim de tarde. Bares noturnos e conversas agradáveis. Aquela sensação boa de encontrar uma pessoa especial. Ao presenciar os fogos de artifício abraçado com ela, da areia da praia, trouxe a lembrança de uma antiga namorada. A emoção da virada de ano e as promessas de tornarem-se pessoas melhores potencializaram a atitude da consciência de ambos, com promessas de visitas à Maceió (casa dela) e Curitiba (casa dele). Contatos foram pegos, telefones e um beijo de despedia no dia seguinte deixaram a certeza de que seguiria firme e forte o relacionamento. A primeira semana foi de contato constante. Ligações, e-mails, conversas on-line. Mas também trouxe broncas dos pais pela conta de telefone alta, brigas com os irmãos por monopolizar o computador, enfim&#8230;</p>
<p>Ele passou na faculdade noturna e trabalhava durante o dia contando os centavos para a mensalidade. Ela fazia faculdade integral, pública, e participava de eventos na cidade aos finais de semana para levantar um dinheiro e ajudar em casa. A logística não ajudou. Algumas mensagens e e-mails, que foram diminuindo com o tempo, diziam que as coisas melhorariam e que passariam o réveillon juntos novamente e tudo daria certo.</p>
<p>Dia 21 de Dezembro, ele se lembrou que o Verão começava e uma boa lembrança veio em sua mente. Foi novamente para o litoral de São Paulo passar a virada de ano na casa do padrinho, enquanto ela viajara novamente para passar com seu pai, que mudara para São Paulo após a separação.</p>
<p>− Oi. Há quanto tempo!</p>
<p>− Pois é&#8230; Um ano não?</p>
<p>− Sim. Foi ano passado que nos vimos</p>
<p>− Vai ficar até a virada?</p>
<p>− Sim, sim&#8230; Meu padrinho né!&#8230; Nos damos muito bem!</p>
<p>− É verdade. Bem, bom ano novo para você, caso não dê para nos encontrarmos mais.</p>
<p>− Pra você também!</p>
<p>Ela foi embora de mãos dadas com o namorado de Maceió. Ela queria conversar mais, mas seria uma situação chata com o namorado recente. Seria o primeiro réveillon juntos. Uma sensação estranha veio a sentir, mas que percebeu apenas ser uma lembrança boa.</p>
<p>− Quem é ela?</p>
<p>− Oi? Ah, uma menina aqui do prédio.</p>
<p>− Isso eu percebi. Mas pareciam ser bem amigos.</p>
<p>−Ah sim. Antes sim. O pai dela mora aqui agora depois que se separou da mãe&#8230; Uma coisa assim. Daí ela passa o ano novo com ele e Natal com ela. Vamos comer onde, amor?</p>
<p>Realmente não se encontraram mais naquele ano. No seguinte, ele teve de explicar para o padrinho que não passaria lá, pois tinha de viajar com a família da namorada. Nada que uma boa conversa não deixasse o clima bem, é claro que com a promessa de no ano seguinte não ter desculpa. O pai acabou mudando de cidade, saindo do litoral e indo para a capital paulista, obrigações do emprego. Os e-mails acabaram extinguindo-se por completo, não havia sequer mais assunto para ser tratado. Como o pai dela ainda tinha muitos amigos no litoral, decidiram, anos depois, passar o réveillon por lá. Ela estava separada há algum tempo já e precisava realmente distrair a cabeça. O padrinho esperava ansiosamente por ele, afinal, a promessa de passar a virada de ano seguinte juntos não foi cumprida, nem as seguintes. A namorada era muito possessiva, motivo inclusive que o fez terminar o relacionamento.</p>
<p>Como não queria fazer o padrinho, que já estava com certa idade, andar naquele sol, se colocou a disposição para comprar os pães ele mesmo. Ao chegar à padaria se cruzaram. O cumprimento foi inevitável. Um sorriso leve dela e um mais cara de pau dele – afinal sempre foi uma moça muito bonita – ilustraram aquele momento. Após isso, ele voltou para a casa do padrinho e, no elevador, finalmente se lembrou quem ela era. Ela, por sua vez, lembrou-se mais rápido e comentou com a amiga que ele tinha engordado um pouco.</p>
<p>Autor: Thiago Petrin França</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/blogdopetrin.wordpress.com/169/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/blogdopetrin.wordpress.com/169/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/blogdopetrin.wordpress.com/169/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/blogdopetrin.wordpress.com/169/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/blogdopetrin.wordpress.com/169/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/blogdopetrin.wordpress.com/169/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/blogdopetrin.wordpress.com/169/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/blogdopetrin.wordpress.com/169/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/blogdopetrin.wordpress.com/169/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/blogdopetrin.wordpress.com/169/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/blogdopetrin.wordpress.com/169/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/blogdopetrin.wordpress.com/169/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/blogdopetrin.wordpress.com/169/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/blogdopetrin.wordpress.com/169/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blogdopetrin.wordpress.com&amp;blog=8662829&amp;post=169&amp;subd=blogdopetrin&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Cinema</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Sep 2010 18:17:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>thiagopetrinfranca</dc:creator>
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		<category><![CDATA[namorada]]></category>
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		<description><![CDATA[Ir ao cinema. Um programa caracteristicamente de namorados. Pipoca, refrigerante, algumas balinhas como agrado para a companheira. Tudo perfeito. Ou não! Devemos tomar muito cuidado com o filme que iremos assistir. Isso mesmo. Não são todos os filmes que podemos confiar. Há situações extremamente desagradáveis, eu diria até humilhantes que podemos passar. Daí você pode [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blogdopetrin.wordpress.com&amp;blog=8662829&amp;post=165&amp;subd=blogdopetrin&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ir ao cinema. Um programa caracteristicamente de namorados. Pipoca, refrigerante, algumas balinhas como agrado para a companheira. Tudo perfeito. Ou não! Devemos tomar muito cuidado com o filme que iremos assistir. Isso mesmo. Não são todos os filmes que podemos confiar. Há situações extremamente desagradáveis, eu diria até humilhantes que podemos passar. Daí você pode me falar “é claro, não vamos ver filme de ação com ela”, e eu lhe digo que isso é um ledo engano. Filmes de ação têm apenas homens aparecendo e se batendo o tempo todo. Ela pode ficar brava, ficar entediada, mas nada, absolutamente nada é pior do que acompanhar uma mulher escultural o filme inteiro, sem olhar sequer um minuto para a sua namorada. Pois é&#8230; A coisa fica realmente feia para o seu lado!</p>
<p>Tudo está correndo perfeitamente bem. Sua namorada está feliz, com aquela blusinha que você havia dado de presente, só para lhe agradar. Entram na sala do cinema e pegam os lugares laterais&#8230; Mais privacidade. O filme começa e sua decência moral termina. A atriz principal, mocinha no filme, é um espetáculo de mulher e atua o filme inteiro com sensualidade. Você fica perturbado ao ver tamanha beldade. Uma mulher de 3 metros de altura (na tela do cinema), se insinuando, com inocência e malícia juntas, e você se limita a olhar. Olhar e olhar e olhar&#8230; Para a tela.</p>
<p>Sempre foi aquele cara pentelho no cinema. Que provoca, que tenta tirar a concentração, dar aquela namorada. Mas não! Você fica paralisado e não disfarça sequer uma vez. Ao entrar em cena a divindade humana, você até se ajeita na cadeira. Ela percebe, fica brava. Ela percebe de novo, fica muito brava. Ela nota que você está vidrado, fica puta! Nessa hora, ela não quer parar o filme. Ela quer parar com a sua vida. Porém, controlada, abraça você. Ao mesmo tempo, você percebe um “incômodo” no ombro, e se ajeita novamente. Sim, ela insiste em querer comentar sobre o filme na hora que aquele poema em forma de pessoa está atuando, de biquíni (é verão no filme, para ajudar), afinal, ela se produziu para você e definitivamente não é possível que você ficará olhando para aquele monumento de mulher(conceito seu). Ela nem é tudo isso (conceito dela). Você a ignora. Quando ela realmente fica transtornada, fala um monte de “verdades” para você, fala que vai embora, você vira para ela e diz “hum?”.</p>
<p>É rapaz, o fim de semana acabou. Ela sai calada. Qualquer coisa que você menciona, toma uma invertida com “pergunta para a vagabunda do filme, afinal, eu não existo”. E sério, não adianta dizer que é celebridade, que é personagem. Não adianta. Elas não vão entender. Se ela olha para um ator lindo, diz “eu não desejo, apenas admiro, agora vocês não, vocês só pensam em transar com elas”. E ponto final. Verdades e mentiras à parte (deixe sua consciência escolher onde colocar cada palavra), sua namorada é assim, porque as mulheres são assim. Experimente dizer que vai sair mais cedo da casa dela. Ela vai dizer “vai encontrar com a outra?”. Você emenda brincando “vou beijar um monte”. A resposta será “Ah é? Vai lá&#8230; e eu vou dar para o primeiro cara que eu encontrar na frente!”. Percebeu a diferença? Cinemas são perigosos.</p>
<p>Autor: Thiago Petrin França</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/blogdopetrin.wordpress.com/165/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/blogdopetrin.wordpress.com/165/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/blogdopetrin.wordpress.com/165/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/blogdopetrin.wordpress.com/165/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/blogdopetrin.wordpress.com/165/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/blogdopetrin.wordpress.com/165/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/blogdopetrin.wordpress.com/165/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/blogdopetrin.wordpress.com/165/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/blogdopetrin.wordpress.com/165/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/blogdopetrin.wordpress.com/165/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/blogdopetrin.wordpress.com/165/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/blogdopetrin.wordpress.com/165/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/blogdopetrin.wordpress.com/165/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/blogdopetrin.wordpress.com/165/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blogdopetrin.wordpress.com&amp;blog=8662829&amp;post=165&amp;subd=blogdopetrin&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O Ataque</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Jul 2010 16:09:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>thiagopetrinfranca</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A hora havia chegado! Naves por todos os lados fazendo jus à fama de maior artilharia aérea do planeta. Sempre muito rápidos e precisos, destruíam qualquer inimigo que encontrassem pela frente. As luzes demoníacas acendiam, avisando a chegada dos que iriam fazer a destruição em massa de toda uma nação. Espertamente, o garotinho se infiltrou [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blogdopetrin.wordpress.com&amp;blog=8662829&amp;post=160&amp;subd=blogdopetrin&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A hora havia chegado! Naves por todos os lados fazendo jus à fama de maior artilharia aérea do planeta. Sempre muito rápidos e precisos, destruíam qualquer inimigo que encontrassem pela frente. As luzes demoníacas acendiam, avisando a chegada dos que iriam fazer a destruição em massa de toda uma nação. Espertamente, o garotinho se infiltrou no exército inimigo e roubou o plano do General Mor. Tarde demais, o General já estava com todo o plano na cabeça. Mesmo assim, poderia servir pelo menos como defesa. Seria muito difícil, mas era a única chance de sobrevivência. Ele levou rapidamente o plano ao General de seu exército. Este analisa, vê uma brecha que pode, sim, servir como esperança. Tudo tinha de acontecer muito rápido. As naves estavam já se posicionando para o ataque. É bem verdade que a soberba os faziam demorar mais, visto que tinham a certeza da vitória. Estavam ameaçando várias vezes, chegavam mais perto, depois se retiravam, como se estivessem fazendo uma tortura mental. E estavam! Porém, mal sabiam que estavam, além da tortura, provocando e mexendo com os brios dos pobres, mas valentes guerreiros adversários. O Plano estava traçado. O contra-ataque, se bem encaixado, seria mortal. Atiraram primeiro com uma de suas piores armas, para provocar a reação, com certo descaso, justamente para pegá-los desprevenidos. A reação aconteceu, rápida e precisa. Não tiveram nenhuma oportunidade de contra-atacá-los. Mesmo displicentes e com certo descaso, eliminaram o inimigo sem dar brechas. Como se estivessem batendo em bêbados maltrapilhos, eliminavam um a um, fazendo mais uma vez valer a fama de maior e melhor artilharia do mundo. Um massacre!</p>
<p>Autor: Thiago Petrin França</p>
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		<title>Imortal</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Jun 2010 15:05:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>thiagopetrinfranca</dc:creator>
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		<category><![CDATA[crônica]]></category>
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		<description><![CDATA[Ser imortal. Fascinava-me pensar na possibilidade de não ter doenças fatais, de ser contemporâneo, sempre, de qualquer fato histórico pós-nascimento. Sonhava com entrevistas como arquivo vivo, com mais tempo para mim, afinal, não precisaria ter tanta pressa assim. Finalmente consegui! A fórmula da eternidade. Um segredo que não cabe aqui contar, mas sim apenas relatar [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blogdopetrin.wordpress.com&amp;blog=8662829&amp;post=157&amp;subd=blogdopetrin&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ser imortal. Fascinava-me pensar na possibilidade de não ter doenças fatais, de ser contemporâneo, sempre, de qualquer fato histórico pós-nascimento. Sonhava com entrevistas como arquivo vivo, com mais tempo para mim, afinal, não precisaria ter tanta pressa assim.</p>
<p>Finalmente consegui! A fórmula da eternidade. Um segredo que não cabe aqui contar, mas sim apenas relatar o desfruto que obtive com essa exceção humana. A Sublimidade desejada por deuses, reis egocêntricos, guerreiros vitoriosos, e outras tantas pessoas que, mesmo silenciosamente, mesmo não admitindo, queriam.</p>
<p>A imortalidade foi generosa comigo. Não fiquei um velho inválido, pois me desvinculou totalmente da cronologia biológica, ficando sempre apto, fisicamente, psicologicamente, para qualquer atividade mundana. Muitas, mas muitas mesmo, pessoas passaram e passam pela minha vida. Mulheres, amigos, chefes, subordinados, garçons amigos, vizinhos chatos. Algumas de uma forma breve, outras com uma atuação mais duradoura. E o caminho sempre segue.</p>
<p>Mas com o passar do tempo todas as passagens acabam virando breves. O que são 30 anos em um ciclo eterno? A superficialidade das conquistas torna-se frequente, não sentindo mais o sabor bom do sucesso, tampouco a decepção da falha.</p>
<p>O sentido da vida inverteu-se. Não sinto mais frios na barriga por ficar na dúvida se será minha última oportunidade ou não. Não será a última! É fato. A sensação de aproveitar ao máximo todo o tempo do mundo não existe. Os passeios intensos, com roteiros programados meses antes para que nada dê errado, acabaram. Não me lembro mais como é estar nervoso por estar atrasado. Como é ter um melhor amigo. Meus cem últimos melhores amigos já se foram. A cumplicidade fica vulnerável, afinal, um amigo acompanha você nos melhores momentos de sua vida. Sendo imortal, não se tem melhores momentos. Passei a ser um espectador, absolutamente coadjuvante do mundo. Fiquei transparente. As pessoas marcantes, assim como os fatos, são justamente aqueles que acabam.</p>
<p>Estou aqui hoje. Estou aqui sempre. As pessoas mudaram, a tecnologia evoluiu a um ponto que nunca imaginaria se tivesse morrido. E como queria não saber. Caminho hoje totalmente a parte do mundo, com a minha sinestesia completamente comprometida por um estado vegetativo da alma, que acredito ter perdido ao conquistar o eterno. Alguns me perguntam “como é viver sabendo que não vai morrer?” e eu respondo “É ter esquecido o que é viver. É perder o sentido da vida. É vagar&#8230; É a loucura de não ver a hora de o dia acabar, com o martírio diário de saber que irá acordar na manhã seguinte”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Autor: Thiago Petrin França</p>
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